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Disparada dos insumos
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A alta acelerada dos insumos nas mais importantes cadeias produtivas da indústria está fazendo os empresários perderem o sono. Os preços de minério de ferro, por exemplo, dispararam — o que é ótimo para a Vale, mas preocupa outros setores, das siderúrgicas aos fabricantes de bens de consumo. A cadeia petroquímica também vive dificuldades, pelo aumento do preço da nafta, matéria-prima básica do setor. E os exemplos se reproduzem em vários outros segmentos, principalmente porque as elevações são, na maioria dos casos, em porcentagens superiores a dois dígitos.
No setor de fundição, que ocupa posição intermediária na cadeia produtiva de setores como o automobilístico, se contabilizou um aumento de custos de 13% nos três primeiros meses do ano. Os transformadores de plástico garantem que a situação é ainda pior em seu segmento, com reajuste médio de 20% nos preços das resinas.
O repasse desses reajustes está sendo feito de maneira cautelosa, até para evitar perda de mercado. Mas não há como represar completamente as elevações. Algum aumento tem de ser feito, até por questão de sobrevivência das indústrias.
A maior dificuldade é como fazer esse repasse sob a constante ameaça — velada ou explícita — do governo de fazer importações, estratégia facilitada pela abundante oferta de produtos chineses (principalmente).
Nesse ponto detecta-se uma séria falta de visão em relação ao futuro do País. Pode ser que importar seja uma solução temporária, em alguns poucos casos específicos, mas jamais poderia ser uma estratégia de política econômica. Usar as importações como pretensa arma contra a elevação de preços é adotar uma política pedestre para tratar de uma questão muito complexa. Os preços sobem por muitos motivos, que precisam ser conhecidos e analisados para que se adotem os remédios adequados contra essa elevação.
Será que alguém ignora, por exemplo, que o aumento dos gastos públicos tem impacto direto na inflação? E haverá dúvida de que a política cambial representa uma ameaça clara e indubitável ao futuro da indústria brasileira? E os juros? É mais do que hora de tratar com seriedade aquilo que exige uma postura séria.
Fonte: DCI
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