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Qual o futuro das empresas de reciclagem no Brasil?
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A Waste Management é uma gerenciadora de resíduos nos EUA – provavelmente a maior empresa de coleta de lixo do mundo – e seus negócios abrangem desde a limpeza de ruas até a disposição final de resíduos em aterros ou incineradores. No entanto, devido ao enorme volume de material pós-consumo
que movimenta – em especial papéis e plásticos – acaba atuando também nas mesmas modalidades de negócios dos depósitos de recicláveis com a triagem de materiais que podem voltar para o setor produtivo. Por ano, a empresa separa e comercializa 8 milhões de toneladas de recicláveis.
Este modelo de negócios existe em várias partes do planeta e já está crescendo no Brasil. A cadeia de empresas e atores envolvidos hoje na coleta, triagem e beneficiamento dos materiais pós-consumo e pós-industriais pode não ser a mesma que vai perdurar no futuro. E as tecnologias que estão dando entrada
no Brasil para profissionalizar o mercado de gerenciamento de resíduos são apenas uma das provas dessa transformação.
Ainda é cedo para apontar se este modelo vai realmente vingar no
Brasil, mas é fato que a forma de comercialização de alguns produtos recicláveis caminha para uma mudança. Hoje paga-se a um fornecedor pelo material recebido,faz-se a separação e o devido tratamento para que o mesmo seja vendido para a indústria. Mas o valor pago pelos compradores finais, muitas vezes está muito aquém do preço necessário para pagar os custos envolvidos na operação e, ainda, obter-se algum lucro. Por este motivo, e conforme já apresentado em edições anteriores da RM, alguns segmentos da reciclagem, como é o caso dos aparistas, estão diversificando sua atuação no mercado.
No futuro, poderemos ter ex-aparistas atuando como gerenciadores de resíduos? A ação de empresas nos moldes da Waste Management pode atrapalhar ou até mesmo acabar com a cadeia de fornecimento de materiais pós-consumo, especialmente a de papéis e plásticos?Nos EUA, empresas com foco no comércio de materiais recicláveis continuam coexistindo com os chamados TWM, sigla de Total Waste Management – ou gerenciamento total de resíduos, embora o setor que esteja mais forte ainda seja o de metais, que não faz parte da cadeia de materiais pós-consumo atendido em grande escala pelos coletores de lixo.
Então, como competir no Brasil com um modelo de negócio onde se recebe para fazer a coleta ou, em outras palavras, recebe grandes volumes de materiais recicláveis de graça e possui o apoio do poder público municipal?
Adriano Assi - Diretor Executivo
Fonte: Revista Reciclagem Moderna
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