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Ucrânia toma espaço do ferro gusa do Pará.
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O empresário e coordenador do CIN (Centro Internacional de Negócios) ligado ao setor siderúrgico, Luiz Carlos Monteiro garante que a indústria paraense de ferro gusa, concentrada no distrito industrial de Marabá, já vem perdendo mercado para a Ucrânia e, em menor escala, para a Rússia. Atualmente, segundo ele, o setor trabalha com apenas 30% de sua capacidade instalada, um desempenho que não pode mais ser explicado apenas pela contração do mercado externo sob o efeito da crise financeira global desencadeada em 2008. De um total de dez indústrias instaladas em Marabá, apenas três estão operando, com produção média mensal de 90 mil toneladas de ferro gusa.
Em situação normal, acredita o coordenador do CIN que a indústria guseira do Pará estaria trabalhando hoje com cerca de 65% a 70% de sua capacidade. O descompasso, na sua avaliação, se deve à perda de mercado em função da sobrevalorização do real. “Nós estamos exportando minérios e importando automóveis”, dispara Luiz Carlos Monteiro. Acrescenta que, além do desequilíbrio cambial, a indústria brasileira é ainda penalizada pela elevada carga tributária, pela precariedade da infra-estrutura de logística e transporte e pela taxa asfixiante de juros que faz do Brasil um dos países com mais alto custo financeiro do mundo. (Adaptado por Painel Florestal)
Fonte: Diário do Pára
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