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Preços do minério ficarão inalterados para o 3º trimestre, diz Vale.
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O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que os preços do minério de ferro deverão permanecer inalterados para o terceiro trimestre. Apesar de ainda faltar um dia para encerrar o período de três meses que servirá para formar o preço-base do insumo para o período julho-setembro, Ferreira frisou que não haverá "mudança substancial".
"Ainda falta amanhã, mas o preço fica praticamente inalterado para o próximo trimestre. É uma generalização para o próximo trimestre, mas não existe nenhuma mudança substancial", disse o executivo, que participou do Rio Investors Day, no Rio de Janeiro.
Amanhã fecha a média de preço do minério de ferro do período março-maio que servirá de base para o reajuste dos contratos de longo prazo no terceiro trimestre. A atual fórmula está em uso desde que a mineradora abandonou o sistema de benchmark, com precificação anual em negociação direta entre produtores e clientes, no ano passado.
Para o segundo semestre, a expectativa de Ferreira é para uma demanda mais forte por parte do mercado chinês. No ano passado o país asiático viveu um período de restrições ao crédito por iniciativa do governo local, mas a projeção do presidente da Vale é por uma demanda local mais forte no segundo semestre.
"Prevejo um grande segundo semestre para a China, que hoje está com mais de 48% da produção mundial de aço. É uma economia que todos nós estamos sempre acompanhando de perto", disse Murilo, que também ressaltou a importância da redução, mês a mês, das exportações de minério de ferro da Índia.
"O apetite chinês precisará ser saciado com fontes de outros países. Esse é um movimento muito importante que vejo no mercado de minério de ferro", acrescentou, lembrando que a retomada das economias de Estados Unidos e Europa está abaixo das expectativas que a mineradora tinha no começo do ano.
Outro tema abordado por Ferreira foi a saída do presidente da Fundação Vale, Silvio Vaz, e do diretor de energia da companhia, Almir Rezende. O executivo afirmou que as mudanças não significam uma "mudança radical.
"São 127 diretores. De vez em quando uma pessoa entra e outra sai", afirmou, lembrando que o diretor-executivo de energia, Eduardo Ledsham, é que fará o anúncio do substituto de Rezende. "A Vale tem 119 mil pessoas trabalhando ao redor do mundo e eventuais mudanças pontuais sempre acontecem na gestão da empresa", acrescentou.
Ferreira confirmou ainda que a mineradora não estuda aumentar a participação adquirida de 9% na hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no rio Xingu, no Pará.
A companhia entrou no empreendimento ao comprar a fatia que pertencia à empresa Bertin. Para o executivo, embora a companhia já tenha energia garantida para todos os projetos que desenvolverá até 2015, já são olhadas oportunidades de geração de energia sustentável que garanta o suprimento necessário para além dessa data. Neste sentido, afirmou que o foco não estará apenas nas hidrelétricas.
"Vamos desplugar essa ideia de que estamos ligados somente à energia hidrelétrica", ponderou.
Fonte: O Globo
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