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AGE da Tupy. Ministro eleito conselheiro. Minoritários esmagados. A ação caiu 44%.
Publicada em 2026-02-25
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A BNDESPar indicou José Múcio, Ministro da Defesa em exercício, para o conselho de administração da Tupy (TUPY3). BNDESPar e Previ juntas controlam 57,7% do capital. Votaram em bloco. A gestora Charles River (6,7%) levou à assembleia uma proposta para criar critérios mínimos de elegibilidade ao conselho. Foi rejeitada com 78% dos votos contrários.
Não foi a primeira vez. Desde 2023, quatro ministros em exercício ocuparam cadeiras no conselho da Tupy: Anielle Franco, Carlos Lupi, Vinícius de Carvalho e agora Múcio. Em todos os casos, funcionários técnicos do BNDES renunciaram para abrir espaço.
Os números falam por si:
- Ação caiu ~44% em 12 meses e ~50% desde abril/2025
- Empresa negocia a P/VP de 0,50 — pela metade do patrimônio
- Prejuízo de R$ 40 milhões no 3T2025; EBITDA caiu 51%
- Covenants renegociados de 3,5x para 5,5x dívida/EBITDA
O conselheiro Mauro Cunha registrou protesto em ata: a indicação é "unicamente política" e não agrega valor aos desafios reais da companhia. O próprio chairman Jaime Kalsing classificou a substituição como "inadequada".
A OCDE é taxativa: políticos em exercício não devem servir em boards de empresas onde o governo influencia as condições operacionais. O Novo Mercado exige apenas 20% de independência — o menor piso entre as bolsas globais relevantes. Nos EUA, a exigência é maioria absoluta.
A pesquisa de Fan, Wong e Zhang (Journal of Financial Economics, 2007), com 790 empresas, documentou que firmas com dirigentes politicamente conectados entregam 18% a menos de retorno acionário em três anos. A Tupy está performando pior que essa média.
Quando o controlador usa o conselho para fins políticos, quem defende o interesse social da empresa? E qual é a responsabilidade do conselheiro independente que permanece sentado?
⠀
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Link da fonte: https://www.linkedin.com/posts/marcelomurilo_governanaexacorporativa-conselhodeadministraaexaeto-activity-7431661986465128448-2Nhu?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAAVuSbYBFOfVWbA3hvClehbD5kf3TiWk5-Q
Não foi a primeira vez. Desde 2023, quatro ministros em exercício ocuparam cadeiras no conselho da Tupy: Anielle Franco, Carlos Lupi, Vinícius de Carvalho e agora Múcio. Em todos os casos, funcionários técnicos do BNDES renunciaram para abrir espaço.
Os números falam por si:
- Ação caiu ~44% em 12 meses e ~50% desde abril/2025
- Empresa negocia a P/VP de 0,50 — pela metade do patrimônio
- Prejuízo de R$ 40 milhões no 3T2025; EBITDA caiu 51%
- Covenants renegociados de 3,5x para 5,5x dívida/EBITDA
O conselheiro Mauro Cunha registrou protesto em ata: a indicação é "unicamente política" e não agrega valor aos desafios reais da companhia. O próprio chairman Jaime Kalsing classificou a substituição como "inadequada".
A OCDE é taxativa: políticos em exercício não devem servir em boards de empresas onde o governo influencia as condições operacionais. O Novo Mercado exige apenas 20% de independência — o menor piso entre as bolsas globais relevantes. Nos EUA, a exigência é maioria absoluta.
A pesquisa de Fan, Wong e Zhang (Journal of Financial Economics, 2007), com 790 empresas, documentou que firmas com dirigentes politicamente conectados entregam 18% a menos de retorno acionário em três anos. A Tupy está performando pior que essa média.
Quando o controlador usa o conselho para fins políticos, quem defende o interesse social da empresa? E qual é a responsabilidade do conselheiro independente que permanece sentado?
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Fonte: Marcelo Murilo - Linkedin
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