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Cenários e perspectivas econômicas para 2012.
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Para a literatura econômica mundial, o ano de 2011 será lembrado como o “Ano do Cisne Negro”, decorrente dos acontecimentos econômicos que em nada se assemelham com as opiniões traçadas pelos especialistas da área em 2010. Os exemplos da crise interna européia (principalmente Grécia e Itália), a incompetência americana de não reverter o empobrecimento da população pelo 3º ano consecutivo, e o nosso Brasil, que respondeu a todo contexto sem abalos consideráveis, foram fatos importantes que mudaram o cenário mundial e agora farão toda a diferença para um novo plano de contenção econômica para 2012.
Com uma política declarada de proteção e com a necessidade inclusive de declinar lentamente a taxa interna de juros, o Brasil é apontado agora como um dos mais promissores países para investimento a partir do segundo semestre de 2012. O clima também foi um forte aliado para nossa agricultura, choveu quando tinha que chover e fez sol quando tinha que fazer, isso elevou o índice de regularidade do setor primário e ajudou a manter o equilíbrio financeiro na mesa do consumidor.
No entanto, mesmo com toda a blindagem na economia, alguns ajustes deverão ser feitos para reestruturar o outro lado da moeda, o mercado interno. Embora ainda aquecido por alguns setores da construção civil e com o intenso consumo das compras natalinas, o país deve voltar a focar no setor secundário já no início de 2012, fortalecer o vínculo empregatício, auxiliar novamente o crédito para o pequeno e médio empresário pois somente assim a economia como um todo é capaz de crescer.
A explicação pode ser simples, como o governo já anunciou o aumento do salário mínimo já para o início do novo ano (poderá chegar a 14%), já reduziu tributos de alguns setores produtivos (IPI da linha branca, PIS de setores alimentícios), a esperança é satisfatória para o mercado interno. Além disso, somando-se ao fato da taxa Selic (juros médios praticados pelo mercado) manter-se baixa, o crédito no bolso do trabalhador tende a ser maior já no segundo trimestre de 2012, e desta forma, estimular o crescimento e fortalecimento econômico no decorrer do segundo semestre.
Para as empresas, a recomendação de consenso para 2012 é de que pratiquem um corte inteligente de custos, sobretudo os fixos, pois os preços de venda atualmente são determinados pelo mercado e não mais pelo fabricante. Como fator relevante, manter a regularidade dos investimentos no desenvolvimento de novos produtos, atendendo às expectativas futuras do consumidor, e a manutenção do suporte de marketing, para que a marca continue sendo lembrada no imaginário das pessoas e se torne um diferencial nos negócios. Em suma, a previsão é de céu nublado, mas o tempo abrirá e fará sol no fim do período, pelo menos até a chegada de uma nova escassez mundial.
Carlos R. Sette e Jorge Martins Jr
Fonte: JCNet
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