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Montadoras afirmam que manterão investimentos no País
Publicada em 2015-10-26
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Apesar das previsões de queda de 27,4% nas vendas e de 23,2% na produção para 2015, feitas pela Anfavea no início do mês, presidentes de algumas das principais montadoras de automóveis têm declarado à imprensa que os planos de investimentos de suas empresas no Brasil seguem inalterados. As entrevistas recentes de Phillipp Schiemer, da Mercedes-Benz, e de Olivier Murguet, presidente do Conselho da Região Américas do Grupo Renault, se somaram na semana passada à de David Powels, presidente da Volkswagen do Brasil.
Powels, em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada terça-feira passada, reafirmou o plano de investimentos de R$ 10 bilhões no Brasil até 2018. De acordo o executivo, não há grande espaço para cortes dos investimentos no Brasil, tendo em vista a prioridade em renovar a linha da marca, com a inclusão do país na plataforma tecnológica mundial do grupo que já resultou na fabricação de três modelos globais: Up!, Golf e Jetta.
"Não vamos cortar produtos no Brasil, vamos continuar com nossos planos", disse, ressaltando que o pente fino que está sendo feito pelo grupo nos projetos em todo o mundo não terá grande impacto na estratégia da Volks no Brasil. "Não vai reduzir [o investimento]. Precisamos investir em uma nova plataforma e introduzir carros no país. Não há, hoje, perspectiva de cortar os investimentos", acrescentou.
Já Phillipp Schiemer, da Mercedes-Benz, disse ao site Automotive Business que a crise não altera o programa local de investimentos, de R$ 3,2 bilhões entre 2010 e 2018, que inclui a modernização de fábricas e a renovação da linha de produtos. Na mesma reportagem, Stefan Buchner, líder global da divisão de caminhões da companhia, lembra que o foco da companhia é o longo prazo: “O cenário no Brasil é desafiador, estamos ansiosos por mais estabilidade. Ainda assim, há muitas oportunidades e um enorme potencial. Não podemos ficar apenas reclamando da situação. Precisamos pensar em produtos e soluções competitivas”.
Ainda segundo Schiemer, enquanto o mercado local permanece retraído, a companhia trabalha para ampliar as exportações. Entre 2014 e 2015, houve crescimento de 50% nas vendas externas, embora o volume ainda permaneça baixo, próximo de mil unidades. “Precisamos de algum tempo para conquistar novos mercados”, disse, acrescentando que está em negociações para que a Mercedes-Benz do Brasil forneça para países da África e do Oriente Médio. “Em 2016 devemos começar a exportar para o Egito.”
Durante visita do governador do Paraná à fábrica de São José dos Pinhais, Olivier Murguet, presidente do Conselho da Região Américas do Grupo Renault, também confirmou os investimentos da montadora. Na ocasião foi apresentado a Duster Oroch, o primeiro dos dois veículos previstos no ciclo de investimentos de R$ 500 milhões para o período 2014-2019. A nova pick-up foi inteiramente desenvolvida pela Centro de Engenharia da Renault do Brasil.
De acordo com Murguet, a proposta dos novos modelos faz parte da estratégia da montadora de ganhar mercado em duas áreas novas áreas. “Nesse período, é preciso variar os produtos para ampliar a participação no mercado. Com a crise no setor, as vendas nos últimos dois anos caíram quase 30%”, disse ele.
Powels, em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada terça-feira passada, reafirmou o plano de investimentos de R$ 10 bilhões no Brasil até 2018. De acordo o executivo, não há grande espaço para cortes dos investimentos no Brasil, tendo em vista a prioridade em renovar a linha da marca, com a inclusão do país na plataforma tecnológica mundial do grupo que já resultou na fabricação de três modelos globais: Up!, Golf e Jetta.
"Não vamos cortar produtos no Brasil, vamos continuar com nossos planos", disse, ressaltando que o pente fino que está sendo feito pelo grupo nos projetos em todo o mundo não terá grande impacto na estratégia da Volks no Brasil. "Não vai reduzir [o investimento]. Precisamos investir em uma nova plataforma e introduzir carros no país. Não há, hoje, perspectiva de cortar os investimentos", acrescentou.
Já Phillipp Schiemer, da Mercedes-Benz, disse ao site Automotive Business que a crise não altera o programa local de investimentos, de R$ 3,2 bilhões entre 2010 e 2018, que inclui a modernização de fábricas e a renovação da linha de produtos. Na mesma reportagem, Stefan Buchner, líder global da divisão de caminhões da companhia, lembra que o foco da companhia é o longo prazo: “O cenário no Brasil é desafiador, estamos ansiosos por mais estabilidade. Ainda assim, há muitas oportunidades e um enorme potencial. Não podemos ficar apenas reclamando da situação. Precisamos pensar em produtos e soluções competitivas”.
Ainda segundo Schiemer, enquanto o mercado local permanece retraído, a companhia trabalha para ampliar as exportações. Entre 2014 e 2015, houve crescimento de 50% nas vendas externas, embora o volume ainda permaneça baixo, próximo de mil unidades. “Precisamos de algum tempo para conquistar novos mercados”, disse, acrescentando que está em negociações para que a Mercedes-Benz do Brasil forneça para países da África e do Oriente Médio. “Em 2016 devemos começar a exportar para o Egito.”
Durante visita do governador do Paraná à fábrica de São José dos Pinhais, Olivier Murguet, presidente do Conselho da Região Américas do Grupo Renault, também confirmou os investimentos da montadora. Na ocasião foi apresentado a Duster Oroch, o primeiro dos dois veículos previstos no ciclo de investimentos de R$ 500 milhões para o período 2014-2019. A nova pick-up foi inteiramente desenvolvida pela Centro de Engenharia da Renault do Brasil.
De acordo com Murguet, a proposta dos novos modelos faz parte da estratégia da montadora de ganhar mercado em duas áreas novas áreas. “Nesse período, é preciso variar os produtos para ampliar a participação no mercado. Com a crise no setor, as vendas nos últimos dois anos caíram quase 30%”, disse ele.
Fonte: Usinagem Brasil
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