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Minério de ferro tem alta de preço.
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Em dez anos, o preço do minério de ferro subiu de US$ 20 para US$ 140 a tonelada. O mercado considera elevados os aumentos, mas convertendo esse valor para a moeda brasileira e dividindo o preço final pelas mil partes que formam a tonelada, descobre-se que um quilo de minério de ferro custa R$ 0,24. Ou seja, onze centavos de real a menos que o preço do cigarro mais barato vendido a granel nos bares e botecos do Vale do Aço.
Mas essa terra escura e reluzente que chega nos vagões pela Estrada de Ferro Vitória a Minas já começa a se valorizar aqui mesmo na região. Em Timóteo, na usina da ArcelorMittal Inox Brasil, o minério é derretido e misturado a outras matérias-primas até formar os diversos tipos do metal disponibilizados ao mercado pela antiga Aços Especiais Itabira (ou Acesita).
Um dos mais nobres, chamado de aço carbono, tem o quilo custando aproximadamente R$ 3,23, segundo apuração feita pela reportagem em sites especializados em siderurgia. Como o aço carbono é muito utilizado em produtos “planos” como veículos, eletrodomésticos e indústria naval, não é exagero afirmar que o céu é o limite quando o assunto é agregação de valor do produto.
Afinal, um quilo de “carro”, segundo cálculos feitos por diversos economistas, não sai por menos de R$ 10, enquanto o quilo de eletrônicos pode passar dos mil reais, e do avião, R$ 10 mil.
Preços
Clênio Guimarães, diretor de produção da ArcelorMittal Inox Brasil, explicou que embora o aço contenha grande quantidade de minério de ferro, são os demais elementos químicos usados na composição do produto que estão forçando a elevação do preço.
Como exemplo, cita um tipo de aço inoxidável denominado austenítico e que, a cada tonelada produzida em Timóteo, consome 18% de cromo e 8% de níquel. Atualmente, esse último mineral está cotado a US$ 25 mil a tonelada, mas como o preço do níquel é flutuante, já chegou a ser vendido por US$ 50 mil na Bolsa de Londres.
Coque
O carvão mineral ou coque é outro produto que também faz subir o preço do aço, já que o Brasil precisa importá-lo de outros países, especialmente da China, em razão de a produção nacional não ser suficiente para atender à demanda. Mas, de olho na redução de seus custos, a ArcelorMittal Inox Brasil, gradativamente, vai substituindo essa matéria-prima pelo carvão vegetal que está sendo produzido em grandes volumes a partir de florestas de eucalipto plantadas no Vale do Jequitinhonha.
A expectativa é que no ano que vem o coque já não seja mais usado nos altos-fornos da usina timoteense. Afinal, da mesma forma que o carvão mineral, o carvão vegetal tem grande capacidade de gerar calor e ainda é muito rico em carbono, elemento químico essencial no processo de fabricação do metal, pois se liga aos átomos de oxigênio presentes no minério de ferro e os “anula”.
Fonte: Diário do Aço.
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