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Importação de aço da China deixa investimentos da siderurgia em compasso de espera

Publicada em 2026-01-28



Com queda na produção e no emprego, indústria siderúrgica paralisa investimentos à espera de medidas mais firmes contra concorrência considerada desleal.

A indústria siderúrgica brasileira acompanha em compasso de espera a definição de novas medidas contra a importação de aço da China. As empresas do setor suspenderam investimentos em expansão na capacidade produtiva e reivindicam que o governo federal adote mecanismos de defesa comercial mais efetivos do que o sistema cota-tarifa.

O sistema foi criado pela União em 2024 e combina taxas de 25% com cotas de importação para 25 produtos de aço classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), mas não tem conseguido impedir o crescimento do aço importado chinês no mercado nacional.

De acordo com o Instituto Aço Brasil, as importações de aço no mercado brasileiro seguiram em expansão em 2025, com a entrada de 6,4 milhões de toneladas. Desse volume, 5,7 milhões de toneladas foram de laminados, um salto de 20,5% em comparação ao ano anterior. A importação de produtos laminados alcançou o maior volume em 15 anos.

Atualmente, o volume de laminados de aço que entra no país é 168% superior à média das importações entre 2000 e 2019, de 2,2 milhões de toneladas. Esse crescimento levou a penetração de importados (“import penetration”) para 21%, ante o patamar histórico de 9,7%.


Consequentemente, a produção brasileira de aço bruto alcançou 33,3 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 1,6% frente ao ano anterior, segundo o Instituto.

O Aço Brasil afirma que a atual penetração de importados é “inaceitável” e que a concorrência com uma competição considerada predatória no comércio mundial do aço já causou o fechamento de 5 mil vagas de emprego e o corte de R$ 2,5 bilhões em investimentos no setor.


Fonte: O Tempo